- 14 de out. de 2025
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II
O ensaio inicia descrevendo a grandiosidade do Egito antigo e de outros povos do Oriente, ressaltando que, apesar de seus monumentos e saberes, não cultivaram adequadamente a inteligência da mulher. A beleza física era vista como único mérito feminino, e mesmo assim sujeita à competição e à reclusão opressiva nos haréns, perpetuando a poligamia.
A autora critica que líderes poderosos — como Ciro, Nabucodonosor, Xerxes, Alexandre e Dario —, embora conquistassem vastos impérios, não compreenderam que manter as mulheres na ignorância lhes roubava uma glória maior que a das vitórias militares. Nem a sabedoria dos Magos, nem as doutrinas hindus, nem os profetas das tradições religiosas se preocuparam em elevar a condição feminina.
O texto afirma que, ao criar o universo e a humanidade, Deus teria concedido a ambos os sexos igualdade de sentimentos, inteligência e prerrogativas. Contudo, desde os primórdios, o homem usou sua força física para subjugar a mulher, mantendo-a moral e intelectualmente inculta, a fim de destiná-la a um papel humilhante.
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