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  • 26 de jul.
  • 2 min de leitura

Resumo Por Capítulo: O Rei da Vela


1º ATO

Cena 2


Após a saída de Manoel Pitanga de Moraes, Abelardo I determina que não atenderá mais ninguém naquele dia, afirmando a Abelardo II que a cena testemunhada é suficiente para identificar a conduta do escritório perante o público e expressando desprezo por devedores que usam dificuldades familiares como justificativa. Em diálogo com Abelardo II, Abelardo I desenvolve uma teoria diferenciando o conceito de família, que associa à posse de propriedades, do conceito de prole, que atribui às classes trabalhadoras desprovidas de bens. A conversa avança para os planos do casamento de Abelardo I com Dona Heloísa, pertencente a uma tradicional e decadente família bandeirante. Abelardo I analisa a falência do futuro sogro e os vícios dos parentes da noiva, enxergando na união um cálculo social para adquirir o prestígio da antiga aristocracia e consolidar a ascensão da burguesia financeira.

Na sequência, Abelardo I e Abelardo II passam a conferir a lista de títulos e promissórias devolvidas pelo banco. Abelardo I autoriza a reforma do débito do Doutor Carlos Magalhães de Moraes Benevides Fonseca, mas determina o protesto imediato das dívidas da firma Antunes & Lapa, de Luiz Mangioni, do Doutor João Carlos de Menezes Rocha, do Barão de Gama Lima, de Moura Melo e de Abraão Calimério. Ao ser informado por Abelardo II de que o devedor Carlos Peres tentou o suicídio ingerindo iodo e se encontra em coma na Santa Casa, Abelardo I ordena que o funcionário Benvindo execute a penhora dos bens do homem imediatamente, antes que ele faleça.

Abelardo II menciona também a visita da filha do devedor Pires Limpo e relata a violenta penhora executada contra a viúva Mme. Lanale, cujos únicos pertences e instrumentos de trabalho foram apreendidos sob protestos dos vizinhos. Abelardo I justifica a truculência da ação como um exemplo pedagógico para a cidade e defende a cobrança de juros abusivos como a única forma de garantir as altas taxas prometidas aos depositantes de seu negócio. Por fim, Abelardo I recebe um telefonema de seu irmão e advogado, que comunica que o devedor Teodoro recorreu à legislação contra a usura na Justiça. Tomado pela fúria, Abelardo I esbraveja contra as leis sociais e contra a intervenção do Estado, ordenando a execução implacável de Teodoro. Reafirmando sua postura inflexível, Abelardo I manda abrir a jaula de ferro e, com Abelardo II empunhando um chicote, autoriza a entrada da nova leva de clientes.




 
 
 

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