- 20 de out. de 2025
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Prefácio
III
O texto abre com perguntas provocativas sobre a função social e moral da poesia, questionando se ela hoje defende ou combate alguma ideia coletiva e se, como em outras nações, cumpre um papel digno e relevante. Em seguida, desloca o foco para a degradação do meio literário, denunciando a existência de escritores “assalariados” e “mercenários” que se vendem à política e se deixam conduzir por quem paga, anulando qualquer independência intelectual.
A crítica se intensifica ao chamar esse comportamento de “apostolado” farsesco: um charlatanismo criminoso que usurpa a dignidade de autores honestos, os verdadeiros sacrificados no país. Ao “pregar a vilania dos sentimentos”, tais mercenários negam aos outros o que eles mesmos não possuem — integridade e grandeza de espírito — e revelam a lógica que rege sua atuação: quem se aluga, vende-se por inteiro.
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