- 26 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 2 dias

Volume I
Capítulo VI
Ao retornar da caminhada com seu amigo Henry, o protagonista recebe uma trágica carta de seu pai relatando um terrível infortúnio em Genebra. Seu irmão mais novo, William, foi brutalmente assassinado durante um passeio da família em Plainpalais. A correspondência detalha que a criança desapareceu durante uma brincadeira de esconde-esconde e, após buscas desesperadas que duraram toda a noite, seu corpo foi encontrado de madrugada com marcas de estrangulamento no pescoço. O pai relata ainda que Elizabeth sofre em extrema angústia e se culpa pela tragédia, pois havia emprestado ao menino uma valiosa miniatura com o retrato da mãe, objeto que sumiu e que provavelmente motivou o criminoso. Devastado, o jovem decide partir imediatamente para sua terra natal, recebendo o consolo e a sincera simpatia de Clerval antes de iniciar uma jornada profundamente melancólica.
À medida que se aproxima de casa, o medo e a ansiedade em relação às mudanças e a males indefinidos o dominam, fazendo-o adiar a viagem em Lausanne por dois dias para acalmar os pensamentos diante da paisagem plácida do lago. Ele chega aos arredores de Genebra tarde da noite e encontra os portões da cidade fechados, sendo obrigado a se abrigar em um vilarejo próximo. Incapaz de descansar, ele cruza o lago de barco para visitar o local do crime em Plainpalais em meio a uma tempestade violenta. Durante os clarões dos relâmpagos, ele avista uma figura de estatura gigantesca e feições deformadas saindo de trás das árvores e reconhece instantaneamente o demônio a quem dera vida. Ao ver a criatura escalar o Monte Salêve com agilidade sobre-humana e desaparecer, o cientista se convence totalmente de que ela é a verdadeira assassina de William, sendo tomado por uma culpa excruciante por ter libertado tal ser no mundo.
Ao amanhecer, o jovem entra na cidade e resolve manter silêncio sobre a criatura, temendo ser considerado insano devido ao absurdo de seu relato e ao seu histórico recente de febre nervosa. Ele se dirige à casa paterna e é recebido por seu irmão Ernest, que compartilha a dor comum, mas revela que o suposto culpado já foi descoberto e enfrentará o tribunal naquele mesmo dia. A acusada é Justine Moritz, a jovem agregada a quem a família tanto estimava, pois a miniatura desaparecida foi encontrada no bolso de suas roupas, além de seu comportamento confuso ter aumentado as suspeitas das autoridades. O protagonista proclama com fervor a inocência da moça, sabendo quem é o verdadeiro autor do crime, convicção que se fortalece quando ele reencontra o pai e Elizabeth. Elizabeth manifesta imensa gratidão ao ver que o primo partilha de sua certeza sobre a inocência de Justine, enquanto o patriarca aconselha a todos que confiem na imparcialidade dos juízes, momento em que a autora encerra as interações preparatórias para o iminente julgamento.
Comentários