Atualizado: 17 de jul.

Volume I
Capítulo V
Clerval entrega ao protagonista uma carta de Elizabeth, que expressa a profunda ansiedade da família em relação à sua saúde devido ao seu longo silêncio, revelando que o pai quase viajou para Ingolstadt para vê-lo. Ela traz notícias de Genebra, contando que o irmão Ernest agora está robusto e prefere a vida ao ar livre como agricultor a seguir a carreira jurídica, além de relatar detalhadamente a história de Justine Moritz, uma jovem acolhida pela falecida tia que passou por graves provações com a própria mãe antes de retornar definitivamente ao convívio familiar. Elizabeth menciona ainda o crescimento saudável do pequeno William, compartilha algumas fofocas sobre casamentos locais e implora por uma resposta de próprio punho. A leitura enche o jovem de determinação para escrever imediatamente aos parentes, um esforço que o fatiga, mas consolida o avanço de sua recuperação, permitindo que ele deixe o quarto após duas semanas.
Ao retomar suas obrigações, o convalescente apresenta Clerval aos professores da universidade, enfrentando uma dura provação psicológica. Ele desenvolveu uma repulsa absoluta à filosofia natural e aos instrumentos químicos, que agora lhe provocam severas crises nervosas, o que levou seu amigo a esconder todos os aparelhos de laboratório e mudar seus aposentos. O professor Waldman o tortura involuntariamente ao elogiar com calor seu progresso extraordinário, confundindo o sofrimento visível do rapaz com modéstia, até que Clerval percebe o incômodo e desvia o assunto. Em seguida, o livro descreve o encontro com o professor Krempe, cujos elogios rudes e barulhentos sobre como o aluno superou todo o corpo docente causam um sofrimento ainda maior, que só é atenuado quando o próprio professor passa a gabar a si mesmo.
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