- 26 de jun.
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Atualizado: há 2 dias

Volume I
Capítulo V
Clerval entrega ao protagonista uma carta de Elizabeth, que expressa a profunda ansiedade da família em relação à sua saúde devido ao seu longo silêncio, revelando que o pai quase viajou para Ingolstadt para vê-lo. Ela traz notícias de Genebra, contando que o irmão Ernest agora está robusto e prefere a vida ao ar livre como agricultor a seguir a carreira jurídica, além de relatar detalhadamente a história de Justine Moritz, uma jovem acolhida pela falecida tia que passou por graves provações com a própria mãe antes de retornar definitivamente ao convívio familiar. Elizabeth menciona ainda o crescimento saudável do pequeno William, compartilha algumas fofocas sobre casamentos locais e implora por uma resposta de próprio punho. A leitura enche o jovem de determinação para escrever imediatamente aos parentes, um esforço que o fatiga, mas consolida o avanço de sua recuperação, permitindo que ele deixe o quarto após duas semanas.
Ao retomar suas obrigações, o convalescente apresenta Clerval aos professores da universidade, enfrentando uma dura provação psicológica. Ele desenvolveu uma repulsa absoluta à filosofia natural e aos instrumentos químicos, que agora lhe provocam severas crises nervosas, o que levou seu amigo a esconder todos os aparelhos de laboratório e mudar seus aposentos. O professor Waldman o tortura involuntariamente ao elogiar com calor seu progresso extraordinário, confundindo o sofrimento visível do rapaz com modéstia, até que Clerval percebe o incômodo e desvia o assunto. Em seguida, o livro descreve o encontro com o professor Krempe, cujos elogios rudes e barulhentos sobre como o aluno superou todo o corpo docente causam um sofrimento ainda maior, que só é atenuado quando o próprio professor passa a gabar a si mesmo.
Para afastar os pensamentos sombrios e fugir da antiga ciência que passou a odiar, o estudante decide acompanhar Clerval no estudo de línguas orientais, dedicando-se ao persa, ao árabe e ao hebraico. As leituras doces e melancólicas desses autores trazem um consolo e uma alegria revigorante que o confortam profundamente, preenchendo o seu tempo de forma produtiva durante o verão. O plano de retornar a Genebra no final do outono acaba sendo adiado devido a vários imprevistos e ao inverno rigoroso que torna as estradas intransitáveis com a neve, um atraso que ele suporta também por relutância em deixar o amigo desamparado em uma cidade estrangeira antes que este conheça os habitantes locais.
No início de maio, antes da partida definitiva, Henry sugere uma excursão a pé de duas semanas pelos arredores de Ingolstadt para que o amigo se despeça da região. A autora narra como o contato com o ar salubre, os pequenos incidentes do trajeto e o afeto de Clerval restabelecem por completo a saúde e a vivacidade do protagonista, desfazendo o isolamento antissocial provocado por seus anos de obsessão científica e devolvendo-lhe a antiga capacidade de se alegrar com a natureza. O passeio termina em uma tarde de domingo com o retorno à universidade, onde o jovem se vê contagiado pela felicidade dos camponeses que dançam ao ar livre, sentindo-se finalmente livre de seus antigos temores e repleto de uma desenfreada alegria.
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