Atualizado: 17 de jul.

Capítulo VII
A família passa horas de profunda tristeza aguardando o início do julgamento, marcado para as onze horas, e o protagonista decide acompanhá-los ao tribunal, onde passa a vivenciar uma verdadeira tortura psicológica. Ele se sente diretamente responsável pela iminente tragédia, ciente de que sua ambição ilegal poderá resultar na condenação de mais uma vida inocente, embora reconheça a impossibilidade de confessar a verdade sem ser rotulado como insano. Justine entra no recinto vestida de luto, exibindo uma calma visivelmente forçada e uma beleza realçada pela solenidade do momento, direcionando um olhar de afeto doloroso à família para demonstrar sua total inocência diante de uma plateia hostil.
O julgamento avança com a promotoria apresentando uma série de evidências circunstanciais contundentes, como o fato de a acusada ter passado a noite fora, ter sido vista de maneira confusa perto do local do crime, ter entrado em histeria ao ver o cadáver e, principalmente, carregar no bolso das roupas a miniatura da mãe da vítima. Enquadrada por essas provas, a jovem relata em sua defesa que passou a noite na casa de uma tia em Chêne e que, ao saber do sumiço do menino, procurou por ele até os portões de Genebra se fecharem, sendo obrigada a dormir em um celeiro. Ela justifica seu comportamento atordoado pelo cansaço e pela angústia, mas confessa não saber como a joia foi parar em seus pertences, restando-lhe apenas apelar para o depoimento de pessoas que conhecem seu bom caráter.
Quer ler mais?
Inscreva-se em resumoporcapitulo.com.br para continuar lendo esse post exclusivo.