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2 de jun.
13 min de leitura

Atualizado: 23 de ago.


O Capital Karl Marx

Texto Original Completo (em domínio público)


Volume 1


Parte 2 - Transformação do dinheiro em capital


Capítulo 6 - A compra e venda da força de trabalho


A mudança de valor que ocorre no caso do dinheiro destinado a ser convertido em capital não pode ocorrer no próprio dinheiro, pois, em sua função de meio de compra e de pagamento, ele nada faz além de realizar o preço da mercadoria que compra ou pela qual paga; e, como dinheiro vivo, é valor petrificado, que jamais varia. Tampouco pode originar-se no segundo ato da circulação, a revenda da mercadoria, que nada faz além de transformar o artigo de sua forma corpórea de volta à sua forma dinheiro. A mudança deve, portanto, ocorrer na mercadoria comprada pelo primeiro ato, D—M, mas não em seu valor, pois equivalentes são trocados, e a mercadoria é paga por seu valor integral. Somos, portanto, forçados à conclusão de que a mudança se origina no valor de uso, como tal, da mercadoria, isto é, em seu consumo. Para poder extrair valor do consumo de uma mercadoria, nosso amigo Dinheirudo deve ter a sorte de encontrar, dentro da esfera da circulação, no mercado, uma mercadoria cujo valor de uso possua a propriedade peculiar de ser fonte de valor, cujo consumo efetivo seja, portanto, ele próprio uma incorporação de trabalho e, consequentemente, uma criação de valor. O possuidor de dinheiro encontra no mercado essa mercadoria especial: a capacidade de trabalho, ou força de trabalho.

Por força de trabalho, ou capacidade de trabalho, deve-se entender o conjunto das capacidades mentais e físicas existentes num ser humano, que ele põe em movimento sempre que produz um valor de uso de qualquer espécie.

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