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  • 7 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de mai. de 2025


Resumo Por Capítulo: Terra Sonâmbula

Oitavo caderno de Kindzu - LEMBRANÇAS DE QUINTINO


Kindzu acordou sem a presença de Carolinda: havia somente um colar seu esquecido. Ele decidiu não perder tempo e procurar logo Quintino, que seria seu guia. Porém, ao encontrá-lo, ele ainda estava embriagado, sendo carregado por Shetani, que convocou Kindzu para ajudá-lo.


Encontraram-se com Estêvão Jonas, o administrador, e sua escolta. Ele chamou Carolinda, sua mulher, que identificou Kindzu como responsável por um crime: ter rasgado e atirado notas de dinheiro na praia. Ela justificou sua demora para chegar em casa por ter ficado travada quando se inclinou para pegar o dinheiro. O administrador dispensou sua mulher e os demais homens, perguntando a Kindzu, a sós, se ele teria comido Carolinda. O aventureiro negou, então seria preso por desrespeitar um símbolo da nação, junto a Quintino, que também havia praticado este ato.


Quintino chorava ao mesmo tempo em que recuperava sua sobriedade. Kindzu achou que era o melhor momento de propor o acordo com seu futuro guia. O homem aceitou prontamente, pois também tinha interesse em fugir dali: ele era perseguido pelo fantasma de seu antigo patrão.


Certa vez Quintino invadiu a casa onde havia trabalhado para Romão Pinto, com o intuito de “nacionalizar” seus pertences. Ela fora abandonada por sua mulher, que ficara viúva: Romão havia sido enterrado ali mesmo, sem as devidas cerimônias. O fantasma do patrão surgiu do chão, intimidando Quintino e perguntando sobre sua mulher. Ele relembrou o motivo de sua morte: ter se relacionado com uma mulher menstruada, o que gera uma maldição na tradição africana.


Salima era mulher de Abdul, homem que Romão imaginava também estar morto: ele havia forçado a amante que também se relacionasse com o marido como punição, para que ele tivesse o mesmo destino que o seu. Porém Quintino informou que ele ainda vivia e Romão imaginou que havia sido enganado pela mulher.


O patrão ainda perguntou por Farida, relembrando sua relação com ela. Quintino informou que ninguém sabia o paradeiro da moça, nem mesmo seu filho. Romão exigiu que seu empregado lhe desse mais informações, que chamasse sua esposa, mas Quintino negou e, desde então, era perseguido pelo fantasma.


O guia estremecia ao contar esta história e Kindzu estava ansioso para deixar aquele lugar. Carolinda apareceu e libertou os dois, confessando a seu amante que inventara aquela história para não deixar que ele partisse, mas concluiu que ninguém merecia ficar preso àquelas terra e também seria melhor mantê-lo longe, impossível. Kindzu foi empurrado por ela e acariciado onde as cordas o haviam prendido: ele enxergava ali uma grande prova de amor, e concluiu: “o melhor da vida é o que não há-de vir”.



 
 
 

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