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  • 15 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de mai. de 2025


Resumo Por Capítulo: Terra Sonâmbula

Quarto caderno de Kindzu - A FILHA DO CÉU


Farida nasceu gêmea, sinal de mal agouro de acordo com as tradições de sua tribo. Por isso sua irmã foi morta e ela e sua mãe expulsas, indo morar no mato. Elas recebiam alimento de sua tia Euzinha, a única com quem mantinham contato.


Certo dia a tia Euzinha revelou a Farida que sua irmã estava viva: a mãe dela havia dado a criança a um viajante que não tinha filhos. A desgraça encobriu a tribo, que sofreu com uma forte seca. Os moradores capturaram a mãe de Farida para um ritual, do qual ela nunca retornou, e a menina tornou-se órfã desde então.


Após ser usada também em um ritual para chamar a chuva, Farida decidiu fugir da tribo. Andou até desmaiar e, quando acordou, estava na companhia de um casal de portugueses: Dona Virgínia e Romão Pinto. Ali ela foi educada como uma filha, mas também recebeu o interesse de Romão sobre seu corpo, assim que tornou-se mulher. Dona Virgínia parecia não notar as atitudes do marido: seu único pensamento era retornar à terra natal e ela devaneava em lembranças de parentes que nem existiam.


Desconfiada de seus próprios devaneios, acreditando que não conseguiria mais cuidar da menina, Dona Virgínia levou Farida para a Missão onde receberia os cuidados de um padre. Ela viveu ali por algum tempo, lia muito, mas sentia falta de suas origens e decidiu retornar à tribo.


No caminho passou pela casa de Dona Virgínia e quis visitá-la. Quem atendeu foi Romão, dizendo que a senhora retornaria em breve e que a menina poderia aguardar em seu antigo quarto. Farida acabou dormindo e acordou com o homem sobre si. Saiu pela manhã em direção a sua aldeia.


Tia Euzinha recebeu a sobrinha com receio da reação dos moradores. Em alguns meses Farida percebeu que estava grávida e contou à tia. Euzinha dizia que a criança iria sofrer por nascer mulata e seria melhor dizer que ela era albina – nesse caso, somente Farida receberia o desprezo da tribo. A menina teve o filho, Gaspar, mas não sentia-se mãe: entregou o garoto à Missão. Após algum tempo tentou recuperá-lo, mas foi em vão, já que o menino sumira.


Lastimando a perda do filho, Farida vagou sem rumo até descobrir que havia um navio encalhado na região. Foi levada à bordo pelos pescadores que saqueavam os mantimentos, mas eles não a levaram de volta à terra por não haver espaço nos barcos, cheios de suprimentos. Assim a moça ficou exilada, esperando que os donos do navio o fossem recuperar.


Por fim, Farida revelou a Kindzu que ela era um xipoco (fantasma) e que o havia chamado ao navio propositalmente, o estava esperando.



 
 
 

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