
Parte 3 - Posse: Capítulo 6
Certa noite enluarada estavam D. Firmina, Aurélia e Fernando sentados à calçada. Este último recitava suas traduções de poemas de Byron (um poeta romântico inglês) imaginando que, no entanto, Aurélia não o escutava e D. Firmina não o compreendia.
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Houve um momento em que as palavras de Seixas entraram pelos ouvidos da Aurélia como a narração de um sonho. Ela deitou sua cabeça sobre o ombro do marido, que emocionado recitou outro poema do romântico inglês.
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D. Firmina sugeriu que Fernando publicasse suas traduções, uma vez que se tornara um homem rico e poderia dispor de tempo para tal tarefa. Seixas recusou-se, afirmando que continuava sendo um empregado público. Aurélia reagiu a tal afirmação, ironicamente, dizendo que ele realmente não deveria traduzir Byron, já que este era um poeta pessimista, que estava distante da feliz realidade que o casal vivia. Com um riso sarcástico, a moça retirou-se para a sala.
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Aurélia convidou Seixas para jogar baralho valendo dinheiro; Seixas recusou-se; Aurélia ofereceu-lhe dinheiro emprestado; ele negou. Aurélia ficou sem jeito e, após certo tempo, comentou como considerava desprezíveis os homens que misturam vícios e virtudes, que não são totalmente bons ou maus: ela preferiria um demônio que a enganasse completamente, do que um anjo que por vezes falhasse em sua bondade… Então retirou-se para seu aposento.
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Noutro dia Aurélia cobrou que Seixas a acompanhasse a visitas sociais, já que eram casados há mais de um mês. Fernando pediu que tais visitas ocorressem à tarde, para que pudesse manter seus compromissos de trabalho, mas Aurélia, propositalmente, ordenou o contrário.
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