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  • 29 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 30 de mai. de 2025


Resumo Por Capítulo: Romanceiro da Inconfidência

Romance LXXII ou De maio no Oriente


No poema, Meireles narra um momento de alívio após um período prolongado de terror e sofrimento. A repetição de "Em maio, outra vez em maio," sugere uma ciclicidade do tempo e uma tentativa de renascimento ou renovação, simbolizando a esperança de tempos melhores após a opressão. A ausência de "guardas nem correntes" e de "escuras masmorras" representa a libertação do medo e da opressão, destacando a transição de um período sombrio para um de esperança.


O casamento de Juliana de Mascarenhas com o antigo Ouvidor em Moçambique é um evento central, carregado de simbolismo. A voz murmurante que discute a ausência de amor verdadeiro e os sonhos de uma vida idílica de Arcádia indica uma sociedade que questiona e fofoca, sugerindo uma desilusão coletiva com as promessas não cumpridas do passado. As alusões a sonhos e ilusões refletem a fragilidade das aspirações humanas e a dureza da realidade enfrentada pelos inconfidentes.


A figura de Tomás Antônio Gonzaga, poeta e um dos líderes da Inconfidência, é mencionada no final do poema, casado no exílio. Isso reforça o tema do desterro e da perda, lembrando ao leitor que, embora o tempo passe e maio volte, as cicatrizes do sofrimento e da traição persistem. A evocação dos "negros montes" e do "oceano" maior sugere a vastidão e a imutabilidade da natureza em contraste com a fragilidade e a transitoriedade da condição humana.



 
 
 

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