- 28 de ago de 2024
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Atualizado: 30 de mai de 2025

Romance LXX ou Do lenço do exílio
Neste poema, a autora expressa a angústia e a saudade de alguém que permanece em Minas Gerais enquanto seu amado é exilado. O "lenço" que a voz poética promete bordar se torna um símbolo poderoso de lembrança e conexão entre os que ficam e os que partem. As "lágrimas bem pequeninas" bordadas no lenço representam a dor contida e a saudade imensurável que transborda silenciosamente.
A repetição de "Ai, se ouvísseis o que penso!" e "Ai, se ouvísseis o que digo" reforça a impotência e o desespero da separação, bem como a impossibilidade de comunicação entre os amantes. Este sentimento é ampliado pela imagem das "quatro paredes", que simboliza a reclusão e a solidão da voz poética, enquanto o "tempo" é visto como um amigo do exilado, que, ao contrário, não pode ver nem ouvir a amada.
A casa "grande e fria" sugere uma nobreza vazia, onde a ausência do amado transforma o ambiente, e a noção de covardia reflete a frustração e a resignação frente às circunstâncias. A voz poética admite a fraqueza e o medo que a impedem de acompanhar o exilado, revelando a complexidade dos sentimentos de perda e saudade.
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