- Bruno Alves Pinto

- 21 de ago. de 2024
- 1 min de leitura
Atualizado: 30 de mai. de 2025

Romance XXXVII ou De maio de 1789
Neste poema, Meireles retrata o mês de maio de 1789, um período crucial dentro da conspiração, quando a traição de Joaquim Silvério dos Reis e a consequente perseguição aos inconfidentes estão em pleno curso. Através de uma série de imagens e eventos, a poetisa constrói um ambiente de tensão e medo que domina as cidades mineiras.
O poema começa com uma descrição das frias neblinas de maio, uma metáfora para a incerteza e os perigos que se avolumam. A narrativa se concentra nos diferentes personagens envolvidos: coronéis, poetas, padres, doutores, e especialmente Joaquim Silvério dos Reis, o traidor que personifica a vilania e a cobiça, comparado a Judas pela sua traição. A movimentação constante de cavalos e pessoas pelas ruas e estradas da Mantiqueira sublinha a atmosfera de vigilância e receios.
À medida que o poema avança, vemos a busca desesperada pelo Alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, que simboliza a luta pela liberdade. Tiradentes é retratado como um homem perseguido e abatido, carregando o peso do mundo em sua alma e mendigando abrigo. Essa imagem enfatiza a solidão e o desespero do líder inconfidente, traído e caçado.
A tensão cresce quando a notícia de sua captura se espalha, provocando medo e ansiedade entre os habitantes das Minas Gerais. O poema descreve a reação coletiva de um povo assustado e desesperado, com soldados vigiando, as sentinelas controlando as saídas da cidade, e a população em estado de alerta constante. Os amigos de Tiradentes, como Gonzaga, Alvarenga, Toledo e Cláudio Manuel da Costa, são mencionados como alvos da perseguição, aumentando a sensação de tragédia iminente.
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