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  • 29 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de mai. de 2025


Resumo Por Capítulo: Romanceiro da Inconfidência

Romance LXXVII ou Da música de Maria Ifigênia


Cecília Meireles retrata a figura de Maria Ifigênia, uma jovem envolvida em um contexto de tristeza e desolação, refletindo o cenário tumultuado e trágico da Inconfidência Mineira. O Rio das Mortes, mencionado repetidamente, simboliza tanto um espaço físico quanto um estado de espírito melancólico, carregando ecos de sofrimento e perda. As "mãozinhas pequenas" de Maria Ifigênia, que tentam tocar um teclado com "exercício malseguro", representam a inocência e a fragilidade de uma infância interrompida por circunstâncias adversas.


O poema constrói uma atmosfera de tensão e desalento, com a jovem estudando música de maneira nervosa e desafinada, sugerindo que seu esforço é vão e fadado ao fracasso. A referência à "mãe demente" e ao "pai degredado" aprofunda o sentido de desamparo e destino trágico que paira sobre a família e, por extensão, sobre a própria Inconfidência. Cecília Meireles usa a figura de Maria Ifigênia para simbolizar a pureza e a inocência sacrificadas em meio ao caos político e social, destacando a brutalidade dos tempos e a perda de um futuro promissor.


A natureza que rodeia a personagem – com "o vento, em redor das flores", "o arroio que canta espumas" e "os brancos pombos redondos" – é descrita como mais feliz e livre, em contraste com a vida da jovem, restringida e cheia de aflições. Esta oposição entre o mundo natural e a realidade humana agrava o sentimento de injustiça e tristeza.


No final do poema, o "exercício vagaroso" de Maria Ifigênia é interrompido, e suas "mãos de Maria Ifigênia, fantasma inocente e alado" são vistas como perdidas "por um tempo desgraçado". Cecília Meireles encerra o poema com um tom de lamento e resignação, marcando a transitoriedade da vida e a fragilidade dos sonhos diante das adversidades históricas. Assim, o poema não só evoca a figura histórica de Maria Ifigênia, mas também serve como um lamento poético pela perda e desolação que permeiam a história da Inconfidência Mineira.



 
 
 

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