- 28 de ago. de 2024
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Atualizado: 30 de mai. de 2025

Romance LXIII ou Do silêncio do Alferes
No poema, Cecília Meireles emprega um tom melancólico e reflexivo para narrar o isolamento e a desesperança de Tiradentes. A repetição da frase "não repercutiam nada" sublinha o silêncio e a indiferença que cercam suas ações e palavras. Tiradentes é apresentado como alguém que tinha grandes ideais ("Vou trabalhar para todos!", "Bebamos, pois, ao futuro!") mas que encontrou eco apenas na solidão e na traição. A voz do Alferes é uma metáfora para a esperança e o sonho de liberdade que, apesar de compartilhados inicialmente, são logo abandonados por aqueles que deveriam apoiá-lo.
O poema descreve a trajetória de Tiradentes, desde seus sonhos de mudança até seu fim trágico, mostrando como ele foi traído e abandonado pelos companheiros. A imagem dos "algozes" subindo a escada para executá-lo contrasta com a bravura e a determinação de sua causa, reforçando a injustiça de seu destino. A frase "Só ele é que não tem nada" destaca a solidão e o sacrifício de Tiradentes, que lutou por uma causa coletiva, mas foi deixado a enfrentar a punição sozinho.
A conclusão do poema, com a referência ao "puro silêncio, repartido aos quatro ventos," sugere que, apesar de sua morte, o legado de Tiradentes e o desejo de liberdade permanecem, ecoando silenciosamente na memória coletiva.
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