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  • Foto do escritor: Bruno Alves Pinto
    Bruno Alves Pinto
  • 26 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 30 de mai. de 2025


Resumo Por Capítulo: Romanceiro da Inconfidência

Romance LXII ou Do bêbado descrente


Neste poema a voz lírica parece ser de um observador desorientado, talvez um bêbado, que presencia a execução de um condenado, provavelmente Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira. O narrador reflete sobre as contradições e o absurdo da situação: a figura do condenado, que deveria ser vista como um criminoso, é tratada com uma espécie de reverência e solenidade, provocando confusão e questionamentos.


O uso de perguntas retóricas ao longo do poema intensifica o sentimento de perplexidade do narrador. Ele se questiona sobre a presença de tanta gente alegre diante da morte de alguém ("Se morrer é triste, por que tanta gente vinha para a rua com cara contente?"), sobre os preparativos solenes e a pompa destinada a um criminoso ("Se era um criminoso, por que tantos brados, veludos e sedas por todos os lados?"), e sobre o paradoxo de fortalecer alguém que está prestes a ser executado ("Se era condenado e iam dar-lhe morte, por que ainda queriam que morresse forte?"). Estas perguntas revelam a confusão e o espanto do narrador perante a cerimônia de execução, que mistura elementos de festa, enterro e ritual religioso.


O poema também aponta para a incerteza e a falta de respostas claras ("Ninguém sabia. Não sei."). Isso reflete a complexidade do momento histórico e a ambiguidade moral dos eventos. A conclusão do poema, com a declaração de que o narrador nunca entenderá os homens, os reis, as rainhas, e Deus, destaca a desilusão e a desesperança diante das injustiças e das ironias da vida.



 
 
 

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