Resumo Por Capítulo: Vidas Secas

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7 - Inverno


A família se reunia em torno do fogo, que mal aquecia parte do corpo dos meninos, que não conseguiam dormir por causa do vento gelado que entrava pelas frestas das paredes e portas. Eles estavam deitados no colo de Sinhá Vitória que conversava com Fabiano. Baleia observava o fogo.


O filho mais velho foi buscar mais lenha. Fabiano se irritou, achava aquilo um desrespeito e iria castigá-lo. A mãe o defendeu.


A conversa do casal, como sempre ressalta o autor, seguia de forma não muito efetiva: cheia de urros, palavras mal faladas, sons guturais… Não havia um assunto, apenas expressões soltas, histórias sem nexo. Para compensar a dificuldade de compreensão mútua, falavam alto. Entendiam-se assim. Fabiano se exaltava, tentando contar suas peripécias imaginárias, em que enfrentava o soldado amarelo e vencia a luta.


Sinhá Vitória ouvia o barulho da chuva forte, as goteiras pingando, o barulho do rio que antes parecia um trovão distante agora corria próximo aos juazeiros. Ela tinha medo de uma inundação. As vacas já se acomodavam junto à parede da casa. Sapos faziam barulho lá fora. Algo inusitado para os pequenos. Nunca havia sapos lá.

E os pequenos, sem dormir, ouviam as histórias de Fabiano, se encantando com as conquistas do pai. Numa passagem, no entanto, eles discutem como teria ocorrido realmente o caso. Fabiano intercede, explicando novamente a história, com outras palavras. Os meninos percebem uma mudança na narração que tira a veracidade dos fatos. Seria melhor ele ter repetido a história do mesmo jeito. Agora tudo era desinteressante. Assim como para baleia, que cochilava a todo o momento.

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