Resumo Por Capítulo: Helena

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Capítulo 25


A mãe de Helena, chamada Ângela, era uma moça muito bela, filha de um lavrador no Rio Grande do Sul. Salvador, que também morava naquela região, apaixonou-se por ela, mas sofreu com a oposição de seu pai ao casamento. Dono de alguns bens, o homem queria que seu filho fosse estudar, imaginando que um casamento tão cedo atrapalharia sua carreira. Revoltado, Salvador fugiu com Ângela, indo morar um tempo em Montevidéu e depois no Rio de Janeiro.


O rapaz levou consigo algum dinheiro, mas logo teve que trabalhar para se sustentar, entregando-se a diversas atividades ao longo do tempo, sem conseguir grande êxito em qualquer uma delas. Sua única alegria surgiu com a chegada de uma filha, que era Helena, por quem ele se considerava recompensado de todos seus esforços. A essa altura já morava na casa em que se encontrava.

Certo dia Salvador recebeu uma mensagem de seu pai, que estava enfermo e lhe concedia o perdão, enviando algum dinheiro para que o fosse visitar. Deixando Ângela e Helena sozinhas, Salvador passou somente um dia na presença de seu pai, que logo faleceu. A maior parte da herança foi destinada a pagar credores.


Retornando ao Rio, Salvador encontrou sua casa desocupada. Um vizinho avisou que Ângela havia se mudado para São Cristóvão. Encontrando a casa, muito elegante e com um belo jardim, Salvador não teve coragem de bater à porta, apenas perguntando ao jardineiro pela mulher, dizendo seu nome. O empregado informou que a senhora havia saído e que seu patrão não gostaria que ele permanecesse no local.


Salvador hospedou-se na cidade, passando três dias na cama, com febre. Recebeu enfim uma carta de Ângela, pedindo perdão por sua atitude e alegando que fora levada por uma paixão aterradora. Ali ele refletiu que sua mulher fazia com ele o mesmo que havia feito ao seu pai. A partir de então sua única esperança era ter Helena de volta, para que sua vida voltasse a ter algum sentido.


Decidido a falar com o novo protetor de Helena, o conselheiro Vale, Salvador foi até a casa, sendo surpreendido pela voz de Helena, que perguntava pelo pai. A menina estava sentada no colo do conselheiro: ele lhe disse que seu pai agora morava no céu e que ele cuidaria dela a partir dali. Ambos choraram e a menina agarrou-se ao homem. Salvador, que assistia a essa cena da calçada, teve ímpeto de entrar pelo jardim e se declarar pai da criança, mas percebeu que o conselheiro também a amava.


Enquanto o homem contava toda sua história, parava em alguns momentos para chorar, recebendo os cumprimentos fraternais de Estácio e a orientação do padre para que não remexesse mais em tão doloridas lembranças. Mas Salvador diz que ainda é preciso contar o que aconteceu com Helena dali em diante.

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