- Bruno Alves Pinto

- 4 de nov. de 2025
- 7 min de leitura
O Retrato de Dorian Gray Oscar Wilde
Texto Original Completo (em domínio público)
Capítulo XVII
Uma semana depois, Dorian Gray estava sentado na estufa de Selby Royal, conversando com a graciosa duquesa de Monmouth, que, com o marido — um homem de sessenta anos, de ar cansado — contava-se entre seus convidados. Era hora do chá, e a luz suave do enorme abajur coberto de renda que se erguia sobre a mesa iluminava a porcelana delicada e a prata martelada do serviço de que a duquesa presidiria. Suas mãos brancas moviam-se delicadamente entre as xícaras, e seus lábios cheios e vermelhos sorriam de algo que Dorian lhe havia sussurrado. Lord Henry reclinava-se numa poltrona de vime drapeada de seda, olhando para os dois. Num divã cor de pêssego sentava-se Lady Narborough, fingindo ouvir a descrição que o duque fazia do último besouro brasileiro que acrescentara à sua coleção. Três rapazes em smokings elaborados ofereciam bolinhos de chá a algumas das mulheres. O grupo de hóspedes contava doze pessoas, e esperava-se a chegada de mais no dia seguinte.
“O que vocês dois estão conversando?” disse Lord Henry, passeando até a mesa e pousando a xícara. “Espero que Dorian já tenha lhe contado meu plano de rebatizar tudo, Gladys. É uma ideia deliciosa.”
“Mas eu não quero ser rebatizada, Harry”, retrucou a duquesa, erguendo para ele seus olhos maravilhosos. “Estou bastante satisfeita com meu próprio nome, e tenho certeza de que o sr. Gray deveria estar satisfeito com o dele.”
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