- Bruno Alves Pinto

- 21 de nov. de 2025
- 5 min de leitura

Capítulo XIV
O texto começa com Dorian acordando na manhã seguinte ao assassinato de Basil Hallward, descrito com aparência inocente, quase infantil, como se fosse apenas um jovem cansado de brincar ou estudar. O contraste é brutal: por fora, serenidade e beleza; por dentro, o peso do crime que ele ainda tenta afastar. Aos poucos, as lembranças da noite anterior vão voltando, “com pés manchados de sangue”, e ele sente novamente a repulsa e a raiva que o levaram a matar o pintor. Dorian percebe que esse não é um daqueles pecados que dão prazer quando lembrados, mas algo tão horrível que precisa ser arrancado da mente, como se tivesse de matar a lembrança antes que ela o matasse. Para se distrair, ele se apega a pequenos rituais: veste-se com cuidado exagerado, escolhe gravata, alfinete, anéis, prolonga o café da manhã, conversa de modo banal com o criado, tenta se esconder na superfície elegante da vida, como se a estética e o luxo pudessem encobrir o horror moral.
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