- 21 de nov. de 2025
- 5 min de leitura

Capítulo XVIII
Dorian se recolhe em seu quarto, dominado por um pavor intenso da morte e por uma sensação de estar caçado, vigiado, encurralado. Qualquer ruído o assusta, e a lembrança do rosto do marinheiro James Vane, espiando pela janela, volta-lhe obsessivamente, como se a culpa tivesse tomado forma e estivesse à espreita. Ele começa a refletir que talvez tudo não passe de fantasia: a imaginação, diz o texto, é que cria o remorso e engendra punições, enquanto, na vida real, os perversos muitas vezes não são castigados e os bons não são recompensados. Convence-se de que o encontro com o marinheiro fora um engano, que a juventude aparente o protegeu e que o irmão de Sibyl Vane já deve ter desaparecido no mar. Ainda assim, a simples ideia de a consciência poder criar fantasmas tão nítidos o apavora, e a lembrança do assassinato de Basil surge à sua mente com força renovada, fazendo-o reviver cada detalhe do crime até ser encontrado em lágrimas por Lord Henry.
Quer ler mais?
Inscreva-se em resumoporcapitulo.com.br para continuar lendo esse post exclusivo.