
3º ATO
Cena 1
Em um ambiente noturno entulhado por equipamentos hospitalares penhorados de uma casa de saúde, Heloísa chora desesperadamente caída sobre uma maca enquanto abraça as pernas de Abelardo I. Diante da falência iminente e do colapso de seu império financeiro, o empresário explica que o matrimônio planejado perdeu o sentido comercial, pois a ruína imprevista o deixará exposto à prisão e ao risco de assassinato por parte dos depositantes. Assustada com a perspectiva de retornar à miséria e ter de recorrer a empregos degradantes para sobreviver, a jovem teme o destino do casal, enquanto Abelardo I a aconselha a se casar com o indivíduo que lhe aplicou o golpe fatal ao arrombar a secretária e roubar os cheques ao portador de seu cofre. Embora a moça desconfie que o responsável pelo roubo seja o assistente Abelardo II e proponha uma fuga conjunta para recomeçarem a vida longe dali, o agiota recusa a ideia e exibe um revólver deixado no cofre pelo próprio invasor, encarando a arma como um presente e uma única saída viável.
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