
2º ATO
Cena 4
Belarmino contempla a paisagem da baía do Rio de Janeiro a partir da ilha e tece elogios à vista do Corcovado, manifestando o desejo pela criação de um banco hipotecário que possa solucionar a grave crise econômica enfrentada pela elite. Abelardo I ironiza a distância da figura religiosa no topo do morro e lembra que a família do velho coronel já não possui bens para oferecer em penhor, encontrando-se completamente desprovida de recursos. Diante das dúvidas de Belarmino sobre o contrassenso de se queimar safras de café em meio ao acúmulo de dívidas, o empresário concorda com a gravidade da situação e reforça a dependência em relação aos capitais e empréstimos estrangeiros. Comovido com o auxílio financeiro recebido, Belarmino expressa gratidão ao futuro genro e aconselha Heloísa a dedicar-se à caridade quando estiver casada, retirando-se em seguida sob reflexões dramáticas sobre o papel das novas gerações.
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