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há 11 minutos
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Resumo Por Capítulo: O Capital


Volume 1


Parte 3 - A produção de mais-valia absoluta


Capítulo 9 - A Taxa de Mais-Valia


A análise inicia-se com a definição da autoexpansão do valor do capital no processo produtivo, no qual o capital original, dividido entre capital constante investido em meios de produção e capital variável gasto em força de trabalho, gera um valor total suplementar por meio da mais-valia. O texto demonstra que o capital constante apenas transfere seu valor preexistente — referente ao consumo efetivo de matérias-primas e ao desgaste do maquinário — para a mercadoria final, sem criar valor novo. Consequentemente, o valor efetivamente produzido durante o processo limita-se à soma do capital variável com a mais-valia. Para examinar essa dinâmica com precisão, o autor propõe igualar o capital constante a zero, isolando a variação sofrida pela força de trabalho e revelando que a mais-valia resulta exclusivamente da alteração no componente variável. Em seguida, a exposição divide a jornada de trabalho em duas partes fundamentais: o tempo de trabalho necessário, no qual o trabalhador reproduz o valor de sua própria força de trabalho e de seus meios de subsistência, e o tempo de trabalho excedente, durante o qual se gera a mais-valia apropriada pelo capitalista. Ao estabelecer que a taxa de mais-valia é a proporção exata entre o trabalho excedente e o trabalho necessário, a narrativa define essa fórmula como a medida precisa do grau de exploração da força de trabalho, ilustrando o conceito com cálculos numéricos aplicados a contextos industriais e agrícolas.

Na sequência, o texto explica como os diferentes componentes funcionais do valor do produto podem ser representados por frações proporcionais da própria mercadoria física produzida. Em um determinado volume de produção, como uma quantidade de fio, uma parcela específica do produto final corresponde integralmente ao capital constante consumido, enquanto as frações restantes materializam o capital variável e a mais-valia gerada ao longo do dia. O autor observa que essa divisão proporcional pode ser concebida no espaço, repartindo-se a quantidade total do produto acabado, ou no tempo, mapeando-se as horas sucessivas que compõem a jornada de trabalho. Sob a perspectiva temporal, embora o trabalhador transfira o valor dos meios de produção simultaneamente à criação de novo valor, cada intervalo da jornada pode ser associado à fabricação de uma fração correspondente do produto final.

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