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13 de out.
4 min de leitura

Atualizado: 21 de out.


Resumo Por Capítulo: O Capital


Volume 1


Parte 4 - Produção de mais-valia relativa


Capítulo 14 - Divisão do Trabalho e Manufatura


O texto inicia examinando a gênese da manufatura, compreendida como a cooperação fundamentada na divisão do trabalho que predominou da metade do século dezesseis até o último terço do século dezoito. O autor propõe que essa configuração brota historicamente por dois caminhos distintos. Pelo primeiro, reúnem-se sob o domínio de um mesmo capitalista diversos ofícios artesanais antes independentes, cujas especialidades articulam-se para a feitura de uma única mercadoria complexa, a exemplo da carruagem; com o passar do tempo, esses artífices perdem a capacidade de exercer o ofício em sua totalidade e passam a dedicar-se com exclusividade a tarefas fragmentárias. Pelo segundo caminho, o capitalista agrupa numa mesma oficina múltiplos artesãos que executam exatamente a mesma faina, como a fabricação de agulhas ou papel, mas a necessidade de acelerar a entrega e o espaço comum forçam a repartição da atividade outrora sucessiva em processos desconexos e executados de modo concomitante. Por qualquer das vias, a manufatura transforma o processo produtivo em um mecanismo cujos órgãos vitais são os próprios seres humanos, mantendo como fundamento técnico insuperável a destreza manual e as ferramentas do operário.

Em seguida, Marx analisa o trabalhador de detalhe e seus instrumentos, apontando que o confinamento perpétuo a uma função simples converte o corpo do operário em uma ferramenta automática e hiperespecializada. Ao suprimir as transições entre tarefas variadas, eliminam-se os intervalos improdutivos da jornada e eleva-se a intensidade do trabalho, embora isso sobrecarregue os espíritos vitais que demandavam a alternância de ocupações. Essa perícia unilateral acumula-se e transmite-se entre gerações, aproximando-se da fixação observada em castas ou guildas corporativas. Paralelamente, os instrumentos de trabalho passam por uma diferenciação e adaptação anatômica às operações singulares, multiplicando-se em incontáveis modelos específicos, o que estabelece os pressupostos técnicos materiais para a futura emergência da maquinaria.

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