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3 de out.
3 min de leitura

Atualizado: 21 de out.


Resumo Por Capítulo: O Capital


Volume 1


Parte 3 - Produção de mais-valia absoluta


Capítulo 11 - Taxa e Massa da Mais-Valia


Marx inicia a exposição pressupondo que o valor da força de trabalho e a fração da jornada necessária para a reprodução dessa capacidade permanecem grandezas constantes. Com base nessa premissa, o narrador demonstra que a massa de mais-valia extraída pelo capitalista depende diretamente da magnitude do capital variável adiantado multiplicada pela taxa de mais-valia. Isso significa que o volume total de valor excedente resulta da proporção entre o número de trabalhadores explorados simultaneamente e o grau de exploração aplicado a cada um deles, de modo que o aumento do número de operários eleva diretamente a grandeza do capital variável e, consequentemente, a massa de mais-valia auferida.

Em seguida, argumenta-se que a diminuição de um desses fatores determinantes pode ser compensada pela elevação do outro. Desse modo, uma redução na quantidade de trabalhadores ou no capital variável adiantado pode ser equilibrada pelo prolongamento da jornada diária ou pelo aumento da intensidade da exploração, tornando a oferta de trabalho explorável relativamente independente do número de operários disponíveis. Contudo, o autor adverte que essa compensação esbarra em barreiras físicas intransponíveis, pois a jornada diária de trabalho jamais pode atingir ou ultrapassar o limite natural de vinte e quatro horas. Essa restrição absoluta evidencia uma contradição interna do capital, que busca constantemente reduzir ao mínimo o número de braços empregados ao mesmo tempo em que persegue a extração da maior massa viável de mais-valia.

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