O Capital Karl Marx
Texto Original Completo (domínio público, tradução livre)
Volume 1
Parte 4 - Produção de mais-valia relativa
Capítulo 13 - Cooperação
A produção capitalista só tem início real, como já vimos, quando o mesmo capital individual emprega simultaneamente um número relativamente grande de trabalhadores; quando, por conseguinte, o processo de trabalho se desenrola em ampla escala e fornece produtos em quantidades relativamente vultosas. O trabalho de um número considerável de operários, que funcionam ao mesmo tempo, no mesmo espaço (ou, se se quiser, no mesmo campo de trabalho), para a produção do mesmo tipo de mercadoria sob o comando do mesmo capitalista, constitui histórica e logicamente o ponto de partida da produção capitalista. No que diz respeito ao próprio modo de produção, a manufatura, em seu sentido estrito, mal se distingue, em seus primórdios, do ofício corporativo artesanal, a não ser pelo maior número de operários simultaneamente empregados pelo mesmo capital individual. A oficina do mestre de ofício medieval é simplesmente ampliada.
De início, portanto, a diferença é puramente quantitativa. Demonstramos que a mais-valia produzida por determinado capital é igual à mais-valia que cada operário produz multiplicada pelo número de operários simultaneamente empregados. O número de operários, por si mesmo, não afeta nem a taxa da mais-valia nem o grau de exploração da força de trabalho. Se uma jornada de trabalho de 12 horas se consubstancia em seis xelins, 1.200 dessas jornadas se consubstanciarão em 1.200 vezes 6 xelins. Em um caso, 12 × 1.200 horas de trabalho, e no outro, 12 dessas horas encontram-se incorporadas no produto. Na produção de valor, uma quantidade de operários conta apenas como a soma de tantos operários individuais; não faz, portanto, diferença alguma para o valor produzido que os 1.200 homens trabalhem isoladamente ou reunidos sob o controle de um único capitalista.
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