- 2 de nov. de 2025
- 1 min de leitura

Terceira Parte
Ave-maria
O poema parte da epígrafe de Il Guarany, que associa o escurecer do dia ao convite à oração, para encenar um entardecer solene em que o “rei do dia” se retira e a lua, “lâmpada de ouro”, toma o cenário. As imagens do pôr do sol — o carro vitorioso do sol, a cortina de nuvens, a relva adormecida — constroem um quadro em que a natureza inteira parece suspensa entre luz e sombra, como se se preparasse para um rito. Nesse clima, o mundo é convertido em templo: o céu é docel de safira, os astros funcionam como círios, e as nuvens, “flocos purpurinos”, erguem-se como incenso em homenagem ao Criador.
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