- 22 de out. de 2025
- 1 min de leitura

Primeira Parte
Confidência
O poema declama uma confidência afetuosa dirigida a Joana de Azevedo, reafirmando, apesar da ausência, a presença constante da destinatária na vida da voz poética — ideia já anunciada no epígrafe de Fagundes Varella. A falante rejeita a possibilidade do esquecimento e a amizade é elevada a princípio vital: esquecer Joana seria como perder a “luz divina” que ilumina as trevas, a “lúcida neblina” que refresca a febre, o “orvalho puro e santo” que revigora a flor, ou o “cristal” que reflete sua própria fronte pensativa. Esses símiles naturalistas constroem uma rede de imagens de claridade, frescor e espelhamento, pelas quais a amiga é fonte de consolo, medida do eu e filtro de percepção do mundo.
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