- 22 de out. de 2025
- 1 min de leitura

Primeira Parte
Agonia
A poesia apresenta uma meditação elegíaca sobre o morrer solitário, anunciada pela epígrafe de Gilbert, que antecipa a ausência de pranto no túmulo. O eu lírico encena a própria agonia por meio de uma sequência de comparações naturais que traduzem declínio e extinção: as açucenas que vergam ao frio e ao trovão; a rola abatida por uma flecha, que tomba à beira de sua lagoa; a estrela que, mesmo próxima de Deus, empalidece aos poucos sob “negros véus”; a gota luminosa da aurora que cintila em mil cores antes de sumir na voragem dourada. Em todas, a beleza inicial cede lugar a uma apagamento inevitável.
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