- 31 de ago. de 2017
- 1 min de leitura
Atualizado: 26 de jun.

150 - Rotação e translação
O narrador pondera que em tudo na vida há um ciclo de nascimento e morte. Cada homem tem diversos nascimentos e mortes ao longo da vida. Utilizando uma metáfora astronômica: há o movimento de rotação e o de translação, a vida de um ser humano é uma translação composta de diversas rotações.
Cubas estava encerrando uma rotação: a de seu jornal. Seis meses após a primeira publicação, que restituiu ao autor a força da juventude, ele já chegava à sua própria velhice.
No mesmo momento Lobo Neves estava concluindo seu movimento de translação: às vésperas de alcançar o posto de ministro, ele faleceu. Brás Cubas admite que, da mesma forma que sentiu irritação e inveja ao saber da possível nomeação de Lobo Neves, também teve um ou dois minutos de prazer ao saber desta morte.
No enterro Virgília chorava lágrimas verdadeiras. Cubas não conseguiu falar nada, “levava uma pedra na garganta ou na consciência”. O ambiente do cemitério desagradava nosso narrador.
Quer ler mais?
Inscreva-se em resumoporcapitulo.com.br para continuar lendo esse post exclusivo.