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  • 3 de out. de 2017
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de jun.


Resumo Por Capítulo: Memórias Póstumas de Brás Cubas


117 - O humanistismo


Havia três forças que impeliam Brás Cubas a voltar a viver como antes: uma era Sabina, empenhada na sua união com Nhã-loló; outra era Quincas Borba, que enfim apresentou-lhe seu Humanitismo.

“Humanitas” seria o princípio de tudo, a substância da qual se compõe todos os homens. Ela teria algumas fases: “estática”, antes do surgimento de universo; “expansiva”, no surgimento do universo; “dispersiva”, quando surge o homem, uma “multiplicação personificada da substância original”; e “contrativa”, na futura absorção do homem e das coisas.

O “Humanitismo” se compara ao Bramanismo – organização hindu que determina a organização da sociedade em castas. Assim, haveria homens fortes, originados de partes fortes do “Humanitas”, e outros fracos.

A vida seria o maior benefício concedido pelo Humanitas, fazendo com que todo ser que nasça queira gozá-la tal qual seu genitor. A única coisa negativa seria não nascer. A inveja, por exemplo, é vista como um sentimento danoso pela maioria das religiões; mas no Humanitismo ela é apreciada como autêntica emanação do Humanitas, já que os homens, por terem uma mesma origem, se invejam. Da mesma forma homens que atacam são Humanitas, pois a luta é uma de suas funções.

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