- 19 de abr.
- 3 min de leitura

V
Martha aparece consumida por um estado nervoso contínuo: estuda intensamente, mas o preço disso é uma imaginação atormentada, sempre à espera de catástrofes. Tudo nela se converte em pressentimento de morte ou desastre, e esse medo, embora escondido com discrição, domina sua percepção do mundo. A fragilidade física e emocional da personagem torna mais aguda a sua sensibilidade para o sofrimento alheio, o que se vê na forma como ela observa Maneco: não apenas como uma criança doente, mas como um corpo já quase desfeito pela miséria, pela enfermidade e pelo abandono material.
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