- 22 de abr.
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Atualizado: 26 de abr.

IX
O capítulo acompanha Martha num período de esgotamento emocional profundo, em que ela sente ter consumido toda a sua capacidade de afeto e passa a viver num estado de dor contínua, nervosismo e descontrole. O texto mostra uma espécie de crise nervosa prolongada: ela se irrita com tudo, recolhe-se em longos silêncios, sofre ataques que a deixam abatida e, sobretudo, descarrega de modo injusto na mãe a violência do seu sofrimento. A figura materna ganha grande relevo nesse trecho, aparecendo como presença incansável e sacrificada, sempre doce, cuidadosa e silenciosamente devotada, mesmo quando a filha a fere. Enquanto Martha afunda em insônia, remorso e febre interior, a mãe multiplica esforços para sustentá-la, tratá-la e ainda preservar-lhe algum alívio, o que acentua o contraste entre a fragilidade da filha e a abnegação quase heroica dessa mulher.
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