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Primeira Parte - Antares
Capítulo 1
O romance começa com uma falsa aparência de crônica histórica e científica. O narrador fala de ossos fósseis encontrados em Antares, atribuídos a um gliptodonte, e situa a cidade na fronteira do Brasil com a Argentina, à margem do rio Uruguai. Desde o início, Antares é apresentada como uma localidade que se ressente de sua invisibilidade: seus habitantes se irritam porque cartógrafos e instituições geográficas ignoram a cidade nos mapas.
O narrador anuncia que Antares só se tornou conhecida por causa de um acontecimento extraordinário ocorrido numa sexta-feira, 13 de dezembro de 1963. Esse “incidente”, descrito como lúgubre, fantástico e tétrico, deu fama súbita à cidade, embora não tenha bastado para fixá-la nos mapas. O capítulo estabelece, portanto, o tom da obra: uma mistura de história local, ironia, sátira política e antecipação do episódio macabro que virá.
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