- 2 de mai. de 2019
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Atualizado: 15 de ago. de 2025

Capítulo 3
Quando retornou da Europa, Amaral recebeu visitas do Sr. Duarte e sua família, exceto de Emília, que se mantinha insociável.
Quando foi à casa de Duarte, Dr. Amaral reparou numa moça que lia um livro à beira da janela: sua formosura e sua postura chamaram-lhe atenção e demorou para que reconhecesse nela a Emília, com sua beleza enfim desabrochada. Ao tentar cumprimentá-la, esquivou-se novamente, como se não lembrasse da gratidão que deveria ter por aquele que lhe salvou a vida.
Certa tarde o irmão de Mila, Geraldo, convidou-o a um chá na casa de sua tia, D. Matilde, casada com o irmão de seu pai, Duarte. Sua nobre casa era ponto de encontro frequente da sociedade do Rio de Janeiro.
A casa de D. Matilde era para Emília como uma escola: além da educação formal que recebera (sabia música, desenho e costura), nessas reuniões ela desenvolvia a elegância para portar-se no meio social. E isto não era feito meramente copiando os modos de outras damas, mas de uma maneira muito original, o que a elevava ao ideal de uma “Vênus moderna”.
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