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  • 1 de mar.
  • 3 min de leitura


Resumo Por Capítulo: Alice no País das Maravilhas


Capítulo I - Pela Toca do Coelho


O texto se inicia com uma abertura poética que enquadra a origem do “País das Maravilhas” como um conto nascido num passeio de barco, numa tarde “toda dourada”. Um narrador conduz a embarcação de modo desajeitado enquanto três crianças, com “mãozinhas” que fingem comandar os remos, impõem o verdadeiro rumo: elas querem uma história, e a exigem com urgência e regras próprias. Cada uma tem um jeito de mandar — uma ordena que comece logo, outra pede “tolices” com doçura, e a terceira interrompe e controla o ritmo —, criando um clima em que o narrador se vê “cruelmente” cercado por vozes que não aceitam pausa.

Quando a narrativa seca e ele tenta parar, as crianças recusam o adiamento: para elas, “a próxima vez” é sempre agora. Assim, o poema sugere que o maravilhoso surge de repetição, insistência e imaginação compartilhada: os episódios curiosos vão sendo “martelados” um a um até formar um mundo. No fecho, o narrador oferece o conto a “Alice” como lembrança preservada, guardada na “Memória” como uma grinalda murcha de peregrino — imagem de algo frágil, mas precioso, que veio de longe e fica como relíquia da infância.

Em seguida, o capítulo começa num registro narrativo e concreto: Alice está entediada ao lado da irmã, à margem do rio, e rejeita um livro sem figuras nem diálogos, porque para ela a leitura precisa de vivacidade e conversa. Sonolenta pelo calor, cogita fazer uma corrente de margaridas, mas é interrompida por um Coelho Branco que passa correndo e falando sozinho sobre estar atrasado. O fato parece quase normal até o instante em que ele tira um relógio do bolso do colete, detalhe impossível que acende a curiosidade de Alice; sem pensar nas consequências, ela atravessa o campo e o segue até uma toca, entrando atrás dele sem planejar como voltará.

A descida pela toca vira uma queda longa, quase lenta demais para ser só perigo: enquanto cai, Alice observa armários, prateleiras, mapas e quadros, pega um pote rotulado “geleia de laranja” (vazio) e o guarda para não machucar alguém, como se ainda estivesse num mundo regido por boas maneiras. A queda vira ocasião para pensamentos saltitantes: ela imagina que, depois disso, escadas serão fáceis; calcula distâncias como se estivesse “praticando” lições de escola; menciona “latitude” e “longitude” sem saber bem o que são, só pelo som importante; fantasia atravessar a Terra e sair entre os “antípodas” (pessoas do lado oposto do globo, que ela imagina literalmente de cabeça para baixo). Aos poucos, mistura lógica e sonho: lembra da gata Dinah, divaga sobre gatos comerem morcegos e adormece quase no ar, até aterrissar sem se ferir num monte de folhas e gravetos.

Ainda perseguindo o Coelho por um corredor, ela chega a uma sala comprida com muitas portas trancadas. Ali encontra uma mesa de vidro com uma chave de ouro; ela não serve para as portas grandes, mas abre uma portinha escondida atrás de uma cortina, que dá para uma passagem estreita e revela um jardim deslumbrante que Alice deseja alcançar. Impedida pelo próprio tamanho, ela volta à mesa e acha uma garrafa com o rótulo “BEBA-ME”; desconfiada, lembra histórias de advertência e procura a palavra “veneno”, mas como não encontra, bebe.

O líquido é delicioso e a faz encolher “como um telescópio” até ficar do tamanho certo para a porta — só para então perceber que esqueceu a chave em cima da mesa, agora inalcançável. Frustrada, chora, repreende a si mesma e até brinca com a ideia de ser “duas pessoas”, mas conclui que mal consegue ser “uma” decente. Por fim, vê uma caixinha sob a mesa com um bolinho escrito “COMA-ME” e decide comer, aceitando que qualquer resultado — crescer ou diminuir — pode ser útil para atingir o jardim; o trecho termina com ela mordiscando e depois comendo o bolo inteiro, ansiosa por uma transformação que, por um momento, parece não acontecer.




 
 
 

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