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  • há 20 horas
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Resumo Por Capítulo: A Riqueza das Nações


Livro 1

Capítulo 2


O texto explica que a divisão do trabalho não nasce de um plano consciente ou de uma sabedoria humana voltada desde o início para produzir riqueza coletiva. Ela surge lentamente de uma tendência comum aos seres humanos: a disposição de trocar, barganhar e permutar coisas entre si. Essa inclinação, ligada à razão e à fala, distingue os homens dos animais, pois estes podem até agir em conjunto em certas situações, mas não fazem acordos deliberados nem estabelecem trocas conscientes.

O autor mostra que, na vida em sociedade, o ser humano depende constantemente da cooperação de muitas pessoas, mas não pode contar apenas com a benevolência delas. Para obter aquilo de que precisa, ele apela sobretudo ao interesse próprio dos outros, oferecendo-lhes alguma vantagem em troca. É nesse sentido que se afirma que não esperamos o jantar da bondade do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro, mas do fato de que eles também têm interesse em vender seus produtos. Mesmo o mendigo, embora dependa em parte da caridade, acaba satisfazendo muitas necessidades por meio de compra, troca ou ajuste.

A partir dessa disposição para trocar, surge a especialização. Em uma comunidade simples, alguém que faz arcos e flechas melhor do que os outros percebe que pode obter mais alimento trocando esses objetos do que caçando por conta própria; assim, passa a dedicar-se principalmente a essa atividade. O mesmo ocorre com quem constrói cabanas, trabalha metais ou prepara peles. Como cada pessoa sabe que poderá trocar o excedente do próprio trabalho por aquilo de que necessita, sente-se incentivada a concentrar-se em uma ocupação específica e a aperfeiçoar suas habilidades nela.

O texto também argumenta que as diferenças de talento entre os homens são menores do que parecem. A distância entre um filósofo e um carregador comum, por exemplo, não viria tanto da natureza, mas do hábito, da educação e das ocupações diferentes que cada um assume desde cedo. A divisão do trabalho não apenas aproveita diferenças de habilidade: ela também as cria e amplia. Sem a possibilidade de troca, todos teriam de fazer praticamente as mesmas tarefas para sobreviver, e não haveria espaço para uma grande diversidade de profissões e talentos.

Por fim, o autor compara os homens aos animais para reforçar sua ideia. Entre os animais, diferenças naturais de força, velocidade ou docilidade não se somam em benefício comum, porque eles não trocam nem reúnem os frutos de suas capacidades. Entre os homens, ao contrário, talentos diferentes tornam-se úteis uns aos outros porque seus produtos entram em uma espécie de “fundo comum” por meio da troca. Assim, cada pessoa pode acessar o resultado do trabalho alheio e, ao mesmo tempo, contribuir com aquilo que produz melhor.




 
 
 

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