- 1 de mai.
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Livro VIII
Ainda discutindo sobre o Estado ideal, lembra-se que, nele, mulheres, filhos, educação, guerra e paz seriam comuns entre os guardiões; os governantes viveriam sem propriedade privada, sustentados pela cidade, e seriam escolhidos entre os melhores filósofos e guerreiros. A partir daí, o diálogo volta ao ponto em que havia sido interrompido: depois de descrever o regime justo e o homem justo, é preciso examinar as formas inferiores de governo e os tipos humanos correspondentes, para comparar a vida mais justa com a mais injusta.
A análise apresenta uma sequência de degeneração política e moral. Primeiro vem a timocracia, ou governo da honra, associada a regimes como os de Creta e Esparta. Ela nasce quando a cidade ideal se corrompe por erros na escolha e formação dos governantes: as naturezas melhores se misturam às piores, a educação filosófica enfraquece, e surgem conflitos entre os que ainda valorizam a virtude e os que passam a desejar dinheiro, propriedades e poder. A timocracia conserva alguns traços do Estado bem ordenado, como a valorização da disciplina militar, das refeições comuns e da ginástica, mas abandona o governo dos filósofos e passa a exaltar a ambição, a honra guerreira e a competição.
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