- 1 de mai.
- 4 min de leitura

Livro VII
O livro apresenta a alegoria da caverna para explicar a diferença entre a ignorância, presa às aparências, e o conhecimento verdadeiro, alcançado com esforço pela alma. No início, Sócrates descreve pessoas acorrentadas desde a infância dentro de uma caverna, vendo apenas sombras projetadas por objetos que passam diante de um fogo. Como nunca conheceram outra realidade, esses prisioneiros tomam as sombras e os ecos como se fossem a própria verdade. A imagem mostra que os seres humanos, quando limitados apenas ao que percebem pelos sentidos e pelos costumes, podem confundir aparências com realidade.
Em seguida, o texto imagina a libertação de um desses prisioneiros. Ao ser forçado a se levantar, olhar para o fogo e depois subir até o mundo exterior, ele sofre dor, confusão e resistência, pois a luz inicialmente o cega. Aos poucos, porém, acostuma-se: primeiro distingue sombras e reflexos, depois os objetos, depois os astros, até finalmente contemplar o sol. O sol passa a representar aquilo que torna todas as coisas visíveis e compreensíveis, e Sócrates o associa à ideia do bem, que seria o princípio mais alto do conhecimento, fonte da verdade, da razão, da justiça e da beleza.
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