A Cidade e as Serras
Eça de Queirós 

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Capítulo 3 - Resumo
José Fernandes, que aceita o convite para morar junto a Jacinto, continua a descrever a rotina de seu amigo, sempre destacando as tecnologias inovadoras que ele utiliza e a incongruente apatia que este sente em relação a elas - tudo é “uma seca”, “uma maçada”. Jacinto inclusive assume, em alguns momentos, seu claro descontentamento com a própria cidade, que antes tanto admirava - “É feio, muito feio!”.

Um tubo do sofisticado lavatório do 202 se rompe jorrando água fervente por toda casa, que expele vapor e logo é cercada por polícia e curiosos. O incidente se torna a notícia do dia, o que pode ser visto como uma crítica à futilidade da imprensa da época. Da imprensa e da “sociedade” também, representada por uma senhora que visita a casa à procura de vestígios da desgraça - “Estou morrendo por admirar as ruínas!”. Nada muito diferente do que hoje se tem: o gosto pela desgraça alheia, pela tragédia.

Ainda neste capítulo o narrador questiona a vida amorosa de Jacinto, que revela manter cortesãs na cidade, mas não se envolver muito com elas. Tal trecho suscita dúvidas quanto ao comportamento sexual de Jacinto. É necessário acompanhar os próximos capítulos: será que ele é? Ah, vale também notar que por diversas vezes o narrador trata Jacinto como “meu Príncipe”... Teoricamente em alusão ao título de “Príncipe da Grã-Ventura”, mas não cola!

Por fim, Jacinto decide o passeio que farão no domingo: vão ao Jardim das Plantas para verem a girafa! Um passeio “simples e natural”.

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